Será montada no Memorial da América Latina em São Paulo para acompanhamento dos Jogos Olímpicos de Pequim. A partir de dia 8 de agosto, a Casa de Beijing dará início às suas atividades, que incluem atividades físicas como Tai-Chi-Chuan, Artes e Lutas Marciais, Fóruns sobre Esporte Olímpico e relacionamento comercial Brasil-China, exibições de filmes, Medicina tradional chinesa e mais um monte de coisas. Olhem lá no site deles. Vai funcionar 24 horas.
Genial, genial! Há muito tempo não me divertia tanto com um GP. Asfaltaram a pista um dia antes e ficava soltando areia pra tudo quanto é lado e os pilotos derrapando. Apesar da pataquada do Hamilton, achei lindo ele tirar o mané Raikkonen da disputa. Principalmente pro homem de gelo pagar pelo que fez com o Sutil em Mônaco. Detalhe: a saída dos boxes estava fechada por causa de um acidente com o próprio Sutil! Hehehe! Nico-Barbie-Rosberg bateu em seguida e fez a lambança ficar ainda mais engraçada. Ah.. o pódio alternativo foi o ponto máximo. Com a vitória do Robert Kubica (que sofreu horroroso acidente na mesma pista no ano passado), o hino da Polônia foi executado pela primeira vez em um GP. E eu fiquei torcendo para que tocassem o hino da Suíça pelos construtores, mas tocaram o já manjado alemão.
E mais: David Couthard voltou a um pódio. Rubinho Barrichello fez boa corrida e ainda marcou pontos. Nelsinho Piquet (tsc tsc tsc) dizendo que nas pistas da Europa a gente vai ver como ele corre.
“Glória a Deus Senhor nas altura! E viva eu de amargura” - João do Vale/José Cândido
Na região metropolitana de São Paulo existe uma cidade chamada Mairiporã que carrega uma maldição desde os idos de 1900. Contam por lá que existiu um padre que defendia a população dos maus-tratos e da exploração dos coronéis. Em seus sermões atacava ferozmente os poderosos da cidade, atribuindo a eles os problemas sociais e injustiças, além de acudir os humildes. Quanto mais o padre lutava, mais ardorosos eram seus fãs e mais rancorosos seus inimigos.
Um dia, estes coronéis contrataram capangas e ordenaram o seqüestro e o espancamento do vigário, com o intuito de "apenas" humilhar e dar uma lição a ele, pois a crendice popular dizia que matar um padre traria muito azar. Mas os capangas tinham seus próprios motivos e decidiram matá-lo. Primeiro seqüestraram e espancaram o homem. Quando este desmaiou, puseram-no dentro de um saco amarrado e levaram-no para o alto da Serra da Cantareira, para que lá morresse de frio e fome.
Inesperadamente, a vítima conseguiu sair do saco e, mesmo ferido, embrenhou-se pela mata, rumo à cidade. Quando chegou à escadaria principal, rogou uma praga: “Este lugar nunca vai sair do limbo enquanto não nascer um padre filho de Mairiporã”.
Até hoje a cidade tem muitos problemas, o progresso chega aos arredores mas ainda passa longe de lá. As pessoas alegam que nada dá certo por causa da maldição do vigário. Também ainda não nasceu um filho de Mairiporã que tenha se tornado padre. O sacerdócio ainda é oriundo de outras vizinhanças.
O bairro da Liberdade, em São Paulo, é mesmo incrível. Só lá podemos encontrar, por exemplo, duas casas especializadas em comida de sumotori, os lutadores de sumô. São cardápios balanceados, que incluem carnes, verduras e legumes, acompanhados de uma generosa porção de arroz. Com as paredes cobertas com fotos de sumotoris, o restaurante Bueno prepara o chanko nabe: caldeirada de tiras de carne de porco ou frango com verduras, preparado por Fernando Yoshinobu Kuroda, um ex-lutador de sumô que disputou campeonatos no Japão. Já no bar típico Kintarô, o cliente prova vários petiscos que fazem parte da alimentação desses atletas, como a salada de polvo com pepino, a bardana apimentada e os oniguiris, bolinhos de arroz rechados com ameixa azeda umê. Rango de peso é o oden, ensopado feito na panela elétrica, que leva legumes, ovos e peixes. Uma família de lutadores de sumô comanda o bar.
Quer provar?
Bueno - Rua Galvão Bueno, 458, tel: 3203-2215
Kintarô - R. Tomás Gonzaga 57, tel: 3277-9124
E, aqui, uma entrevista com Fernando Yoshinobu Kuroda, dono do restaurante Bueno.
... os índios meteram o facão outra vez na cara do homem branco, isso aconteceu no coração da amazônia, esse lugar sobre o qual muito se fala mas do qual pouco se conhece, os índios repetiram uma velha cena, disseram os mídias, através de seus (algozes) defensores, que consideraram um insulto tamanha demonstração de agressividade, ou incivilidade, sob signo linguístico branco, mas, tudo isto, visto pela tv, dos gabinetes com ar condicionado, de onde nascem, enquadrados, estes planos faraônicos amazônicos, estas ideias desenvolvimentistas de levar o progresso ao pulmão do mundo imundo, que, ao meu ver, já não mais merece sequer respirar, tamanho o sufoco que este pseudo mundo impõe ao índio e ao homem da floresta, que , há muito, deixaram de ser românticos, míticos, pois que são reais, na sua vivência, por enre fendas abertas pelos rios, igarapés, canais, ramais, igapós, mangues, índios e homens ribeirinhos sem condições mínimas de vida, com a sua fome, a enfrentar, com os seus facões, os perigos brancos, as suas doenças e as suas indiferenças, e isto com uma força secular, já que éramos tantos inquantificáveis índios (sem que nenhum censo ao certo tenha sido feito), quando hoje já são poucos, como poucas são as suas etnias e as suas línguas, o que só revela um genocídio silencioso e vergohoso contra estes povos, que, afinal de contas, são os nossos antepassados originais, são o que ainda resiste de guerreiro nesta selva midática e midiótica, em que os falares sobrepõem-se apenas do lugar institucional das vozes burgueses, e do capital, que não se coloca limite para destruir o que o ser humano tem de essencial, que é a sua vida, na sua pleniude, daí eu achar que os índios, com os seus facões, apenas dançaram a histórica dança da guerra, apenas ritualizaram a sua revolta contra este estado que só enxerga através do quadrado da tv, por onde emanam as odens palacianas e por onde os seus cúmplices-capachos vêem e enxergam a própria terra em que nasceram, como se nela não tivessem nascido, pois que a negaram desde o útero materno, colonizados na sua cultura, incapazes de romper com este hibridismo dominador branco, com esta cegueira, os índios, com os seus facões, enviam-nos sinais de que nem tudo está perdido na floresta, que ela ainda sobrevive, que ela, e só ela, é majestosa, pois que nos ensina com a sua dora, pois que reage, sempre,que não vai, jamais, se deixar devassar, finalmente, eu sei o quanto isto é difícil aos homens brancos, sei o quanto é insuportável para os acadêmicos, para estes elitizados que são meros reprodutores das formas através das quais eles próprios são dominados, sei que é quase impossível para uma mente fechada e monolítica admitir o direito dos povos indígenas à sua terra e à decisão de serem eles próprios os senhores do seu chão, compreendo bem esta reação em cadeia, oriunda das classes políticas e empresariais, dos gestores do capital brasileiro, dos generais e dessa classe méddia sufocada por si prória, sei, mas não lhes posso lamentar o desespero, ao contrário, estamos e sempre etivemos em guerra e eu sempre estive de um lado, dos meus antepassados, é guerra, é guerra, é guerra...
Raikkonen meu chapa, seu dia vai chegar. O que você fez com o Sutil não se faz, calhorda, domingueiro panaca. Nano Alonso, afobadinho, mereceu perder o bico pro Heidfeld (papabicos), que já tinha levado um do Button. E a Renaut? Confusa com a troca de pneus, colocou os secos em hora errada. Alonso controlou o carro. Nelsinho Piquet só freou quando encontrou o muro. Ah...
Bora desestressar montando um piloto fictício. Façam um, é hilário. O meu sempre terá os bigodes do Mansell. ;o)
RIO - Nunca é demais ler e falar de Machado de Assis. Em 2008, quando se completam 100 anos de sua morte, programas na TV, nas rádios, jornais, sites e lançamentos literários destacam e celebram o (carinhosamente chamado de) 'Bruxo do Cosme Velho'. Um dos livros mais interessantes, e que acaba de ser lançado, é dedicado principalmente aos inciantes - mas também de alto interesse para os iniciados -, e trata-se de um guia para sua obra e sobre boas maneiras de consumi-la.
"Almanaque Machado de Assis" (Editora Record) é um livro feito para atrair pessoas para ler Machado, ou para aquela pessoa que leu algo e quer ler mais, ou ainda pra quem vai ficar ouvindo falar de Machado esse ano e vai ficar curioso sobre quem ele foi e o que fez. O lançamento não pretende ser uma biografia, mas uma reunião de informações úteis, curiosidades e comentários sobre nosso maior escritor, resultado de mais de 20 anos de paixão, pesquisa e de uma vivência de leitura do escritor Luiz Antonio Aguiar, mestre em Literatura Brasileira pela PUC-RJ.
- Existe pouco material sobre Machado. Ele era bastante recluso, tinha um grande zelo por sua privacidade e não se sabe muito de sua vida. Há ainda o que ser revelado. Não se sabe, por exemplo, como ele apareceu com 17 anos sabendo francês e inglês - conta o autor, que se diz preocupado em estímular o gosto pela leitura.
- Precisamos popularizar este autor, que deve pode ser muito mais lido do que é! O clássico é algo que, por definição, está longe de nós, só que com Machado isso não aconteceu. Com ele é diferente, e isso tem grandes vantagens: ele escreveu querendo ser lido, buscava o tempo todo ser lido. Oswald de Andrade, por exemplo, dizia 'a massa ainda vai comer o biscoito fino que fabrico'! Machado não, ele queria convidar as pessoas para lê-lo. Ele tinha essa vaidade de ser muito lido em seu tempo. Veja como seu contemporâneo Eça de Queiroz é mais difícil. Machado não faz firulas para esconder os significados - compara.
- Ele é nosso 'Pelé' da literatura! Um cara humilde, que tinha tudo para não dar certo e conseguiu a glória. Não riqueza, mas imortaildade e respeito, graças à literatura. Machado tem essa capacidade de se ligar ao povo brasileiro. As pessoas querem ser o craque Ronaldinho um dia... quem sabe, através do contato com a obra de Machado, queiram um dia ser alguém como o escritor. Ele escreveu na nossa língua, e é nosso único clássico reconhecido internacionalmente como um dos gênios da literatura!
É possível imaginar como seria Machado de Assis se estivesse vivo hoje em dia?
- Acho que é possível imaginar essa hipótese sim, quando se lê um Luiz Fernando Verissimo, por exemplo, que eu acho que é quem melhor pegou a ironia fina do Machado. Seria talvez a mistura do Veríssimo com o Miltom Hatoum. Inclusive, ambos são leitores aficicionados por Machado - responde o autor.
Como o novo lançamento revela logo em sua primeiras linhas, a palavra 'almanaque' vem do árabe: al-manãk, que quer dizer "lugar onde o camelo se ajoelha". Talvez um oásis, onde as pessoas paravam para descansar e contar e escutar histórias. E este "Almanaque Machado de Assis" é bem isso. Além de uma breve biografia, traz também sugestões de leitura e dados interessantes sobre a época e o Rio de Janeiro em que ele viveu, com fotos e ilustrações.
- Eu levei o projeto para a editora. Disse: "vai ter o centenário de Machado, gostaria de reunir tudo isso em um Almanaque, daqueles com frases e um 'quem é quem' dos personagens dos contos e romances". É como mapa da sua obra - conta Luiz Antonio Aguiar.
- O Almanaque é um sonho! Tem esse lance do ideal. Faz bem para a gente ler Machado, como seres humanos e por sermos brasileiros. Ele é muito mais enaltecido do que lido, e se a gente começar a ler Machado a gente não para! Vamos ler Machado! - convida.
Lançamento: 'Almanaque Machado de Assis" (Editora Record), de Luiz Antonio Aguiar. 320 páginas. Preço: R$ 50.
Os filhos do escritor paraense Dalcídio Jurandir, herdeiros de todo o patrimônio intelectual deixado pelo escritor, morto em 1979, decidiram extinguir o Instituto Dalcídio Jurandir (IDJ), que funcionava desde 2003 na Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. De acordo com José Roberto Freire Pereira, um dos filhos do ilustre paraense, não houve atritos entre a família e administração da Casa, mas ele afirma que o IDJ não estava atendendo o seu principal objetivo, que era levar a obra de Dalcídio ao grande público. 'O trabalho dele continua restrito ao meio acadêmico e intelectual, no qual já é consagrado', justifica José Roberto.
Ele diz ainda que é constantemente questionado sobre onde se pode achar livros de Dalcídio, tamanha é a dificuldade de encontrá-los. 'Nas últimas vezes que estive em Belém, estudantes e admiradores da obra de meu pai me abordaram com a seguinte pergunta: onde encontro o livro ‘Belém do Grão Pará’? Respondi um tanto hesitante e constrangido: na Universidade Federal do Pará (UFPA). Até no site Yahoo/Respostas meu filho encontrou alguns nomes de alunos com a mesma pergunta, preocupados com o vestibular', revela.
No entanto, Freire afirma que o motivo da extinção do IDJ não passa de uma questão puramente lógica e estratégica. 'Nestes quase cinco anos sempre existiu uma convivência cordial e respeitosa entre a Casa de Rui Barbosa e a nossa família. Foi assinado um Termo de Doação em julho de 2003, pelo então presidente da Fundação, José Almino de Alencar e Silva Neto, e nós, digo eu e minha irmã, Margarida Maria Benincasa. É para nós motivo de orgulho e segurança manter esse material nesta instituição do mais alto nível de credibilidade', diz José Roberto.
A extinção do IDJ não interfere, no entanto, no acesso aos documentos doados ao acervo da Fundação. 'Qualquer pesquisador ou interessado poderá consultar os documentos do acervo, respeitando as normas da Casa Rui Barbosa. A nossa idéia é fundar uma nova instituição e estamos organizando eventos para comemoração do centenário em 2009. Um espaço como esse possibilitaria trazer para o Sudeste não só obra de meu pai mas toda cultura da Amazônia que fosse possível', ressalta o filho de Dalcídio.
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Por e-mail, José Roberto fez duas correções:
1) O Instituto Dalcídio Jurandir, nunca funcionou na Fundação Casa de Rui Barbosa e sim num endereço residencial (provisório) durante sua existência;
2) A Assembélia Geral, na qual ficou definida a extinção do Instituto, foi a primeira e última. Iniciativa proposta pelo ex-presidente, e não, pelos herdeiros, acolhida por todos os membros presentes, acreditando ser realmente a melhor alternativa.
Depois do imenso prazer que tive ao ver ontem o Ney Matogrosso rebolar na minha frente – sim, ele desceu do palco e ficou a alguns centímetros da minha cadeira, sem mais ninguém entre nós, e rebolou lindamente, como só ele pode fazer –, hoje tive uma notícia muito triste relacionada à literatura nacional. Os filhos do escritor Dalcídio Jurandir resolveram extinguir o instituto que cuidava de seu acervo e promovia sua obra. Não sei ainda o destino que tudo vai ter, mas reproduzo abaixo o e-mail que recebi. Não consigo parar de chorar. ;o(
Prezados Amigos: Quando em qualquer associação, as divergências tornam-se acirradas entre as partes associadas, fugindo ao principal objetivo pelo qual foi fundada é necessário, providências: acreditando, a melhor escolha foi a sua extinção. Eu e minha irmã (Margarida Maria Benincasa), herdeiros do patrimônio intelectual Dalcídio Jurandir, agradecemos a todos que acreditaram e colaboraram com o IDJ. Estamos providênciando uma nova instituição que atenda a principal finalidade: promover e divulgar a cultura e a literatura do Extremo-Norte através da obra do escritor, premiado pela Academia Brasileira de Letras, com o prêmio Machado de Assis, em 1972, pelo conjunto de sua obra. Idéias e novas estratégias já estão em andamento para que a obra chegue ao leitor comum, não ficando restrita ao meio acadêmico e intelectual, como hoje, ainda se encontra.
Jabá básico. Valderramas é a banda do marido da minha amiga Ana Paula Gamba. Esta semana o clipe foi lançado na MTV, e, para que eles continuem na programação, é preciso que as pessoas acessem e assistam ao clipe de "Apenas um dia" da banda VALDERRAMAS no MTV Overdrive.
Se preferir acesse www.valderramas.com.br e clique na janela que irá abrir na página inicial. A direção do clipe é de Ricardo Spencer e a produção de Daniel Bernardinelli e Alê Santos. Veja, reveja, veja de novo e espalhe pros amigos, colegas, mande pro vizinho, pra namorada, pra todo mundo!
REPRISE do Domínio MTV: Terça a Sexta às 11h15 e às 15h00. [entrevista exclusiva da banda]
Tenho recebido muitas informações sobre os festejos do 4º centenário de Padre Antonio Vieira, o Paiaçu, por meio de meus ilustres contatos amazônidas. Há também um bom material sendo publicado pelos membros do blog Nova Águia, de literatura lusófona, que sairá em revista no próximo semestre.
Abaixo, divulgação das comemorações na Amazônia:
Ler Vieira é, hoje, um desafio, um exercício de aprendizagem. Aprende-se sobre o Portugal e o Brasil de seiscentos. Sobre os homens, as terras, os poderes, e também sobre Deus.Aprende-se mais.Sempre mais, a cada vez. Percebe-se o valor do texto e da sua interpretação. E da sua surpreendente habilidade de argumentação. Entendem-se as capacidades da língua portuguesa para se dizer o que se quer, como se quer. Comprova-se como são atemporais, atuais, como permanecem vivos os temas abordados em seus textos, escritos há mais de três séculos. Em nome do Reitor da Universidade da Amazônia, convidamos você a participar deste exercício de aprendizagem sobre António Vieira: uma série de eventos que atravessará este ano de 2008 na UNAMA. Uma viagem sobre a palavra de Vieira em que Você terá oportunidade de ampliar seus conhecimentos, de crescer como leitor. Venha ao nosso encontro nesta quarta - feira, dia 13 de fevereiro, e participe da Abertura do ANO VIEIRA. Este é o nosso contributo às comemorações do quarto centenário de Vieira no Brasil e no mundo.
"Para falar ao vento bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras."
Sermão da Sexagésima
Programa de Abertura 18h30 Padre António Vieira: a voz visível - Exposição Produção Instituto Português do Livro e da Leitura.Lisboa Acervo Casa da Memória .UNAMA Sermones - Exposição: Armando Queirós Vieiras - Instalação de objetos Emanuel Franco Galeria de Arte Graça Landeira e Espaço da Memória 19h30 Uma conversa sobre as várias faces de Vieira Amarílis Tupiassu Aldrin Figueiredo Rafael Chambouleyron José Varela Pereira Auditório David Mufarrej “Campus Alcindo Cacela”
As ações deste programa são consideradas como Atividade Complementar. Faça sua inscrição na Monitoria de Letras. Bloco B, 2º. Andar, entre 15 e 2Oh, para receber sua certificação.
Acho que a primeira música que ouvi na vida foi cantada por Ney Matogrosso. Nasci em 1973, ano em que foi lançado o antológico LP dos Secos & Molhados – aquele com as cabeças servidas num banquete. Antes mesmo de eu nascer, o LP já tinha “furado” de tanto meu pai ouví-lo. E assim, fui ninada.
Em casa, todos achavam Ney Matogrosso o máximo, independente de sua androginia, sensualidade explícita ou do exotismo de suas fantasias e maquiagem. Sem perceber, eu já curtia canções com temática latina (Bandoleiro, Bandido Corazón, Homem com H, Não existe pecado ao sul do Equador, Sangue Latino, América do Sul), com viés político ou não, e outras cantadas em espanhol – idioma até considerado cafona na época.
Lembro-me do artista em várias outras ocasiões de minha infância: quadros do Fantástico em que aparecia maquiado e rebolando; programas infantis especiais com músicas do Vinícius de Morais (em que Ney cantava um pouquinho mais contido); sua voz em aberturas de novelas; aparições em programas de auditório coberto de plumas ou pelos de macaco; o discoem que Ney aparecia nu no encarte, rodeado de flores brancas; as imitações grotescas, mas hilárias, de Renato Aragão; enfim, zilhões de imagens marcantes.
E como esquecer daquele show em que ele fazia um striptease e ficava com um derradeiro tapa-sexo, para o desatino de senhoras sexagenárias, que gritavam histéricas no gargarejo?
Sempre dizia que gostaria de tê-lo visto no auge, com plumas e rebolados, mas eu tinha perdido o bonde: desde o fim da década de 80, Ney estava mais “senhor”, cantava em banquinhos e trajava ternos comportados. Então, hoje, soube que vem aí uma nova turnê, em que “o artista volta a trabalhar com a estética exuberante e o tom performático característicos do início de sua carreira”.
Em março, o show Inclassificáveischega a SP. Aiaiaiaiai... (lá vai barão), mas é claro que eu vou me juntar às senhoras desatinadas.
Aguarde-me.
☼☼☼☼☼
+ Entrevista com ele no blog de Pedro Alexandre Sanches.
Puxa, não dá para votar em Takeshi Kaneshiro cinco vezes...
Minha grande maioria de ídolos orientais é chinesa, pois desde a adolescência sou fã de filmes de Hong Kong. Então, para não comprometer o resultado, indico dois japoneses e dois chineses + o Takeshi Kaneshiro que é metade japonês metade taiwanês. E tenho dito. ^ ^
Takuya Kimura: Ele era só coadjuvante
na ficção 2046, ao lado de Tony Leung. Mas é uma gracinha, como diria a Hebe.
Jo Odagiri: o bonitão zoiudo do filme de ninjas Shinobi.
Jay Chou: o príncipe herói de A Maldição da Flor Dourada. Será um novo ícone de filmes de kung fu?
Andy Lau: arrasa quarteirão das moçoilas acima de trinta. Veja-o em O Clã das adagas voadoras.
Takeshi Kaneshiro: o furacão asiático pode ser visto no épico O Clã das Adagas Voadoras e na ficção Returner.
Doze restaurantes paulistanos irão se reunir para celebrar a 3ª Festa do Ano Novo Chinês em São Paulo, entre 19 e 27 de janeiro.
Pratos típicos chineses serão oferecidos a preços especiais nos estabelecimentos participantes. Os cardápios incluem lombo com molho de laranja e gergelim, no Banri; pato de Pequim, no Chi Fu; e pescada frito com tofu apimentado e carne, no Jambo.
Além do festival gastronômico, a comemoração do Ano Novo Chinês, que agora será regido por Rato, contará com palco para apresentações e barracas temáticas, que oferecerão atrações musicais, dança e artes marciais.
Exposição de caligrafia e pintura chinesas, visita ao budista Templo Zu Lai e aulas de Tai Chi no Parque Ibirapuera também fazem parte da programação.
Outro dia conversei com uma amiga sobre "o que o brasileiro tem para ensinar aos outros povos". Hoje, reli uma história que veio bem a calhar. Folheando uma revista Piauí, encantei-me com uma matéria sobre o dia (12/01/2007) em que o virtuose do violino Joshua Bell (numa experiência encomendada pelo Washington Post) tocou em uma estação de metrô. A idéia era que os transeuntes teriam de fazer uma escolha rápida: parar para ouví-lo ou continuar seu caminho. Ele foi praticamente ignorado. A matéria toda é fantástica. Várias crianças tentaram parar para vê-lo, mas os pais puxavam-nas pelas mãos, faziam de tudo para não desviar a atenção dos filhos. Todos pareciam muito ocupados, sem tempo a perder. Nós brasileiros também somos ocupados, mas adoramos um refresco para a mente. A gente pára mesmo para ver manifestações artísticas na rua. Dentre os personagens da matéria há uma engraxate brasileira que disse o seguinte: "Se uma coisa assim acontece no Brasil, todo mundo iria parar para assitir. Mas aqui não." Temos a capacidade de apreciar a vida?
Peguei estas informações no blog Mundo em Movimentos, de Sérgio Coutinho, e resolvi compartilhar com vocês. Vale a pena visitá-lo mais vezes.
Medecins sans frontieres publicou a lista das dez crises humanitárias negligenciadas pela mídia em 2007.
Essa lista tem sido lançada há dez anos. Todos sabemos que existe uma greve dos roteiristas de cinema e TV nos Estados Unidos, mas é estranho como certas mobilizações que envolvem milhões de dólares têm tanta atenção enquanto milhões de pessoas mobilizadas por água, comida e remédios são esquecidas.
Somália Dos últimos 15 anos, este foi o mais violento. Os confrontos entre grupos tribais, etíopes, tropas governamentais, soldados dos EUA e da União Européia deslocaram centenas de milhares de pessoas.
Zimbábue Dos 12 milhões de habitantes, 3 milhões migraram para países vizinhos. 1,8 milhões são soropositivos, mas menos de um quarto deles recebem qualquer tratamento médico voltado ao controle do HIV. A população também é vítima de desemprego quase absoluto, inflação fora de qualquer controle, falta de alimentos e a política instável que caracteriza quase todo o continente africano.
Tuberculose A doença mata 2 milhões de doentes por ano e 9 milhões por ano a contráem. Dos 900 milhões de dólares necessários para pesquisas por ano, apenas 206 milhões foram investidos em 2007. Nos programas dos MSF em Armênia, Abkhazia, Geórgia, Camboja, Quênia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, apenas 55% dos pacientes completaram o demorado, caro e tóxico tratamento.
Desnutrição Por ano, 5 milhões de crianças morrem por desnutrição. Os principais focos do mundo são o Chifre da África, Sahel e o sul da Ásia.
Sri Lanka Desde agosto de 2006, os conflitos entre tropas do governo e o grupo Libertação dos Tigres do Tâmil Eelam(LTTE) voltaram voltaram. São 25 anos de tensão, alternando bombardeios e curtas tréguas.
República Democrática (!) do Congo As forças do líder Laurent Nkunda, grupos como Mai Mai e os hutus ruandeses das Forças Democráticas da Libertação de Ruanda (FDLR, na sigla em inglês), além das forças das Nações Unidas estão em confronto, num país cujos índices de violência sexual contra civis estão entre os piores do mundo. Entidades de assistência médica não conseguem ingressar no país. Como conseqüência, surtos de cólega e doenças relacionadas à desnutrição aumentam. Doenças plenamente tratáveis, e de tratamento fácil, tornam-se epidemias.
Colômbia A Colômbia tem o terceiro lugar no mundo entre os países com maior número de deslocados internos (perde o título apenas devido ao Sudão e à República "Democrática" do Congo). Grupos armados, paramilitares ou ligados ao narcotráfico (ou com as duas características) tomaram o controle de grande parte da área rural do país. Hoje, guerrilheiros tentaram acertar um avião em pleno vôo com um disparo de morteiro. Há uma semana, novamente erraram o disparo de morteiro que visava atingir à prefeita de Neiva, capital da província de Huila.
Mianmar Apesar da repressão ser uma tragédia desde 1962, apenas com a marcha dos monges pela democracia, em setembro, o mundo, por algumas semanas, aparentemente importou-se com esse país. Entraves burocráticos impedem que assistência humanitária atravesse o território. Grupos internacionais temem que seus recursos sejam desviados pelo governo. Enquanto isso, os monges continuam presos. República Centro-Africana Vilas são saqueadas, pessoas em deslocamento são mortas nas estradas, devido ao conflito entre dezenas de grupos tribais. Como se não bastasse, são deslocadas para o interior da floresta, onde qualquer assistência é inviável.
Chechênia A região do Cáucaso mantém sua instabilidade. Desde que com a desagregação da URSS a república da Chechênia foi obrigada a permanecer vinculada à Rússia, chechenos lutam por sua independência. A república tem sido tratada pelo governo russo como inimiga. Das dez calamidades, porém, é o único lugar onde há reconstrução dos ambientes bombardeados nos últimos dez anos.
Infelizmente, como a presença dos MSF é o parâmetro para a lista, as tragédias do Iraque e Afeganistão pela presença americana nos últimos anos não entraram na lista. É difícil avistar nas fotos aéreas prédios maiores que um andar em ambos os países devido aos bombardeios incessantes. Sobre o Iraque hoje, clique aqui. O Paquistão perdeu, na última semana, a esperança democrática ao perder Benazir Bhutto. Seus seguidores iniciaram conflitos contra o governo, contra os opositores a Bhutto e o país parece ter recomeçado uma série de atentados que serão assunto em 2008. Para mais informações sobre o Paquistão hoje, clique aqui e aqui.
Hoje, o Quênia deu sinais de que será mais uma grande crise ignorada em 2008. Mwai Kibabi foi reeleito presidente do país. As manifestações resultaram, até a tarde de hoje, em 15 mortes. Segundo declarou o observador da União Européia, Alexander Graf Lambsdorff, a credibilidade nas eleições ainda não estava assegurada. Para mais informações, clique aqui.
Não teve jeito. Tive de escrever pra Kibon. Com tantos sabores bons, alguns com pedacinhos de frutas, resolvi experimentar o picolé Fruttare sabor Kiwi. Além da cor verde pântano, o sabor é péssimo. Aos poucos, o gosto estranho começa a enjoar e eu nem consegui terminar o picolé. Parece um sorvete de sapo. Viscoso, verde musgo, meio nojento. Enquanto isso, a Kibon tem picolés sabor cajá no Nordeste. Aff! Por que não aqui?